Exposição "Sorte Revelada" - Fotografias em Placa Úmida de Colódio
- 6 de mai.
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Em maio de 2017, participei de uma exposição coletiva ao lado de outros integrantes do Coletivo Imagineiro, grupo dedicado ao estudo e à prática de processos fotográficos históricos, fundado por Roger Sassaki. Para esta mostra, escolhemos trabalhar com o Ambrótipo uma técnica do século XIX que produz imagens únicas sobre vidro, carregadas de matéria, tempo e imperfeição.
Fotografar em Ambrótipo é desacelerar. Cada imagem exige presença, precisão e entrega ao acaso. O processo é inteiramente manual: da preparação química da placa ao momento da revelação, tudo acontece em poucos minutos e transforma o ato fotográfico em uma experiência quase ritualística.
O vídeo abaixo registra um pouco dessa exposição e do universo do coletivo, revelando não apenas as imagens finais, mas também a relação íntima entre técnica, tempo e memória que esses processos antigos carregam.
Esta exposição surgiu como parte das comemorações do Dia Mundial da Fotografia e reuniu 11 artistas convidados para desenvolver trabalhos inéditos a partir de um conceito comum. Nesta edição, cada participante sorteou um biscoito da sorte e recebeu uma frase como ponto de partida para a criação das imagens. A partir desse gesto inicial, cada fotógrafo desenvolveu uma interpretação autoral utilizando o Ambrótipo como linguagem principal.
Além da exposição, o projeto também contou com atividades integradas, como palestras, demonstrações e cursos relacionados aos processos fotográficos históricos. A mostra aconteceu na Casa Ranzini, construção tombada localizada no bairro da Liberdade, em São Paulo.




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